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segunda-feira, 10 de março de 2014

Auto Olhar!!!




Acho que ouvi muito minha mãe dizendo pra não deixar para amanha o que pode ser feito hoje. Me influenciei demais com isso. Não sei esperar nada, sou impaciente, elétrico, agitado, gosto que aconteça logo. Não me dou bem com o “talvez” “eu acho” ou “quem sabe”, me animo mais com o “já” “vamos” “conseguiremos” “agora”. Já quebrei a cara algumas vezes por isso, me animei demais com o que não era tanto.  Briguei muito por algo, que logo não quis mais. Como o brinquedo que me joguei no chão da loja esperneando pra ganhar da minha mãe e depois de uma semana abandonei pra lá. Acho que o que eu queria mesmo era o sabor do “eu consegui”. Gosto disso, convencer pessoas. Com o passar da vida aprendi a amadurecer esse gostar e não convencer ninguém por algo bobo ou fútil, mas convencer por coisas boas e causas nobres. Respeito opiniões, mas também quero dar a minha. Não acho legal mesmice, nem rotina. A vida é uma constante mudança, ela precisa disso, de variações, oscilações, mudanças e mudanças. Não a cada dia, mas a cada minuto. Mudar o trajeto, mudar a roupa, mudar o cabelo, mudar nem que seja o jeito de sorrir. Sou chato também com as dúvidas, me complico com os “por quês?” e com os “como será?”. Prefiro perguntar, pesquisar, buscar e aprender.  Também gosto de tentar, e tentar de novo e ir tentando até conseguir. Essa palavra em si, “conseguir”, já me persegue. Choro pra dizer “não consegui”, por isso repito tantas vezes forem necessária acreditando que todos temos um pouquinho de tudo, e é nesse pouquinho que devemos trabalhar. Um pouquinho de médico, de pinto, de eletricista, de carpinteiro, de cozinheiro, de cantor ou ator. Só devemos identificar cada um no momento certo. E do medo? Desse eu tenho medo... Prefiro enfrentar. Os grandes, vou com tudo, não gosto que me domine, não posso deixar que cresça mais que eu mesmo. Os pequenos, alguns eu vou deixando, não me dominam de completo. Tenho medo de oceano, de tempestade e de trovão, quem sabe trauma de tanto Titanic. Também tenho medo de ser enganado, o único a não sabe, ou saber tarde demais. Pra isso, admiro a verdade, a transparência e a coragem. A coragem de dizer o que tiver ser dito e quando for. De perder, perdi o mesmo, e prefiro que seja assim. Sobre escolhas é difícil falar. Muitas coisas na verdade nem são escolhidas, apenas aceitas. Mas sobre elas, cada um faz as suas. Sobre consequências, virão após escolhas, e segue nessa cadeia alimentar. Já escolhi certo, e errado. Já me arrependi e quis voltar atrás. Já paguei e escapei. Ao que falar das músicas, prefiro ouvi-las, e só. Um pouco de cada uma.  Sobre coincidência, aceito destino. O que tiver de ser, será. Família, minha referência.  Sobre amigos, fortuna, e sobre o amor...  Sempre!!!

sábado, 8 de março de 2014

Mulheres de Lírios



                                                              Mulheres,
Para cada uma, especialmente hoje, deixo meu buquê de Lírios...
Na corrente de pensamento chinês, entre outros significados, o lírio vêm significando Pureza!!!  Creio que seja uma das mais belas qualidades do universo feminino. A Pureza em ser, em fazer, em querer, em lutar. Lutar com pureza, e ganhar. Ganhar seu espaço no mundo, ganhar o direito de falar e de ser ouvida, como o direito de ser vista, notada, enxergada no meio de uma sociedade tão machista...


A mulher hoje fala, faz, recebe, veste, vota, e comanda a presidência!!!
A mulher hoje ainda cozinha, costura, borda, tricota e pinta!!!
A mulher ainda sabe ter tempo, e dança, e canta, e festeja!!! 

Parabéns a todas por todas as vitórias,
Parabéns a todas pelo seu dia.!!!

Feliz dia das mulheres!!!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Pouco por menos ainda....


Eram um pouco mais das 7 horas da manha. Muito sono ainda, e um friozinho danado. Uma chuva me seguiu até o ponto, construindo em mim já um sentimento de chateação. O ônibus chega, lotado como de costume. Um desafio chegar até o meio e ocupar um pequeno lugar só meu. na minha frente, duas pessoas sentadas. Uma moça na cadeira do corredor (dormindo) e um homem na cadeira da janela. Como de costume também, a viagem seguia lentamente, aceleradas e freadas constantes. Chegamos no ponto da Grande Bahia, Paralela.O tal homem da janela preparou na mão uma moeda. Quem queria descer, já tinha descido. Quem queria subir, já tinha subido. As portas fecharam, e o ônibus já parecia dar sinal que iria partir. Rapidamente o homem pôs a cabeça pela janela e gritou: - Jornal, ô jornal... Veio a moça do coletinho laranja, sorrindo, contente, iria vender mais um jornalzinho... o preço? APENAS 0,50 centavos. A troca foi rápida, na acelerada do ônibus a vendedora deu o jornal com uma mão, e recebeu a moeda com a outra. O ônibus partiu. A mulher gritou: - falta 0,25 centavos... falta 0,25 centavos... O homem, já folheando seu novo jornal, gargalhou... Só ele sabia que aquela moeda, não era de 0,50 centavos.

Má fé, Roubo, engano, traição...

Pensei tanto naquela moça hoje...

0,25 centavos é muito pra ela sabe, é o preço de meio jornal...

Ninguém sai de casa, tão cedo, em dia de frio e chuva, pra vender jornal, que custa tão pouco, e receber menos ainda... 0,25 centavos. esse valor nao me sai da cabeça. 0,25 centavos.

Talvez ela não acredite mais em ninguém, talvez ela não venda mais jornal a ninguém de dentro do ônibus, talvez ela nem venda mais jornal.. por causa de 0,25 centavos...

E aquele homem... Espero que ele tenha aproveitado do seu jornal. Espero que ele mesmo, não seja a próxima noticia, do jornal de amanha!