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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Pouco por menos ainda....


Eram um pouco mais das 7 horas da manha. Muito sono ainda, e um friozinho danado. Uma chuva me seguiu até o ponto, construindo em mim já um sentimento de chateação. O ônibus chega, lotado como de costume. Um desafio chegar até o meio e ocupar um pequeno lugar só meu. na minha frente, duas pessoas sentadas. Uma moça na cadeira do corredor (dormindo) e um homem na cadeira da janela. Como de costume também, a viagem seguia lentamente, aceleradas e freadas constantes. Chegamos no ponto da Grande Bahia, Paralela.O tal homem da janela preparou na mão uma moeda. Quem queria descer, já tinha descido. Quem queria subir, já tinha subido. As portas fecharam, e o ônibus já parecia dar sinal que iria partir. Rapidamente o homem pôs a cabeça pela janela e gritou: - Jornal, ô jornal... Veio a moça do coletinho laranja, sorrindo, contente, iria vender mais um jornalzinho... o preço? APENAS 0,50 centavos. A troca foi rápida, na acelerada do ônibus a vendedora deu o jornal com uma mão, e recebeu a moeda com a outra. O ônibus partiu. A mulher gritou: - falta 0,25 centavos... falta 0,25 centavos... O homem, já folheando seu novo jornal, gargalhou... Só ele sabia que aquela moeda, não era de 0,50 centavos.

Má fé, Roubo, engano, traição...

Pensei tanto naquela moça hoje...

0,25 centavos é muito pra ela sabe, é o preço de meio jornal...

Ninguém sai de casa, tão cedo, em dia de frio e chuva, pra vender jornal, que custa tão pouco, e receber menos ainda... 0,25 centavos. esse valor nao me sai da cabeça. 0,25 centavos.

Talvez ela não acredite mais em ninguém, talvez ela não venda mais jornal a ninguém de dentro do ônibus, talvez ela nem venda mais jornal.. por causa de 0,25 centavos...

E aquele homem... Espero que ele tenha aproveitado do seu jornal. Espero que ele mesmo, não seja a próxima noticia, do jornal de amanha!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Vontade de Voar...


Desde muito pequeno tenho esses sonhos...
Tão simples é fazer um impulso, sem muita força, e já sentir o corpo se deslocar pro vazio do céu.
Voar...
Seria tao bom poder ir e vir nessa facilidade, me largar desse chão as vezes tão triste.
Abusar do céu por inteiro, sem anseio de pousar.

Hoje essa vontade bateu mais forte.
Talvez la em cima eu me encontre mais.
Uma saudade bateu de você...
Loucura de sonhos!

Nunca me vi tao distante do meu passado,
Nunca pensei em pensar isso, mas estou pensando mesmo é em como seria bom voltar no tempo.
Só sobrou o sonho de voar,
Quero continuar sonhando,
Voando, Voando, Voando...

"E de lá do céu, formaremos dois em um só... Fugirei da chuva, beijarei o sol"

E de la do ceu...
Voando, Voando, Voando...
Ate me encontrar,
No passado, Em algum lugar!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Dia de chuva...


É Salvador, depois de uma tarde chuvosa...
As ruas estão molhadas, como também os bancos nos pontos de ónibus, os carros estacionados, as folhas da árvore...
Ainda é tarde mais o sol já se faz ausente,
Talvez não pelas horas, mas sim pelas nuvens...
O céu esta branco... o vento está frio, suavemente frio...
As pessoas estão mais calmas, mais sorridentes, mais reflexivas...
O moço que me vendeu o suco me disse até Obrigado, acredita?

Andando por uma calçada qualquer, mochila nas costas, calça Jean's e Camisa de manga longa,
Um MP3 no ouvido me faz escutar TIM MAIA...

" Ah, se o mundo inteiro me pudesse ouvir, tenho muito pra contar, dizer que aprendi..."

Ah Tim Maia, não é só você...

Aproveitei o momento e entrei na onda da reflexão. Onde eu poderia estar se não estivesse aqui? com quem poderia estar, de que forma? enfim....
Não tiraria dessa minha tarde nem a gotinha que caiu da folha direto no meu olho...
Não trocaria nada da minha vida hoje por ninguém, nem por lugar algum...

"Ah, na vida a gente tem que entender que uns nascem pra sofrer, enquanto o outro rir..."

é isso ai neh...

Tem dia que a gente rir,
Tem dia que a gente chora...

"Ah, quem sofre sempre tem que procurar, pelo menos vir achar, razão parar viver..."

As vezes acho que estou só... As vezes acho que estou bem acompanhado!
As vezes acho que é o fim... As vezes acho que muito virá!
As vezes acho que será sempre do mesmo jeito,
As vezes acho que muita coisa vai mudar!
As vezes acho que ninguem surgirá,
As vezes acho que está faltando alguém!
As vezes acho que essa é a cidade,
As vezes acho que estou de passagem aqui!
As vezes acho que encontrei uma familia nova,
As vezes acho que um dia, formarei uma familia!
As vezes acho... as vezes nao me acho!

Vou me esforçar pra conhecer a vida, um dia de cada vez...
Se um dia não tiver mais nada pra conhecer dela, por mais que nao haja mais ela...
Tera valido a pena!

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Um dia eu volto pros meus 10 anos...


Um dia eu volto pros meus 10 anos
Um dia eu volto pra o cheiro de café coado as 7 da manha, vindo da cozinha, feito por minha mãe. em uma manha de frio suave, de vontade de dormir mais, de banho gelado, de dia pela frente...
Um dia eu volto ao som das folhas de jornal do meu pai, Quiçá na rede, ou no sofá... Quiçá no banheiro.
Um dia eu volto ao grito de gol do meu irmão, ao preto e branco do vasco, com aquela caravelinha e um pirata nas bandeiras...
Um dia eu volta aquela escola cheia de tantos amigos e sorrisos. preocupações com a prova de matemática ou a nota do trabalho de ciências...
Um dia eu volto aquele tenso momento de escolher uma "melhor amiga" pra contar aquele segredão... hoje tão bobo!
Um dia eu volto ao Natal de familia, comida e bebida farta, sempre uma troca de presentes.
Um dia eu volto as duvidas, a ingenuidade, a ansiedade de querer saber e aprender logo!
Um dia eu volto a molecagem, a pirraça, as piadas de criança, as picuinhas com meu irmão...
Um dia eu volto e como guizado na feira, pastel frito e caldo de cana!
Um dia eu volto, e espero do domingo de páscoa pra saber qual será o meu chocolate.
Um dia eu volto, e peço a bença pai, a bença mãe...
Um dia eu volto pro meu quarto, minha cama, meus lençóis, minhas roupas de 10 anos.
Um dia eu volto,
e esqueço que minha idade é outra...
que o café ta na cafeteira,
que é preciso madrugar,
que jornal é 0,50 R$ no ônibus,
que futebol é briga e tem nome, BAVI!
que tantas pessoas hoje se chama EmpresaxTrabalho,
que nao existem mais segredos,
que nao existem mais datas,
que a coisa é seria,
que preciso fazer pra comer,
e que a bença, é dada de longe...

Um dia eu volto pro tempo onde amar, era sentimento familiar...
Onde ninguem tinha espaco igual no meu coracao, igual ao de minha mae!
Um dia eu volto pro tempo onde sorrir era gostoso e verdadeiro...
Onde eu pudesse ir e vir, sempre, sem precisar pagar por isso!
Um dia eu volto pro tempo, onde meu pai era meu super-heroi...
Onde o medo, vinhas apenas do monstro do guarda roupa!

Um dia, fechando os olhos... eu volto!
um dia eu volto, fechando os olhos...

Pros meus 10 anos!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Avelha e as Latas...


Quando pensei que carnaval já tinha acabado, ainda tinha o fim...
Terça de carnaval, despedida. amigos, bebida, musica, momentos, dança, alegria. moemnto único eterno. ao meu lado tantas pessoas. cada pessoa com seu cada qual.
Interrompida a dança por um olhar...
Aquela senhora.
Uma trança de cabelo ralo circulava sua cabeça. pele enrrugada, caída, flácida. Olhos parados, lacrimejados ou brilhantes, não se sabe. Boca reta, nao traduzia nenhum sentimento, nem tristeza nem alegria. Ombros curvos, rosto apagado, pessoa pequena, mas tão pequena, ainda mais perante a imensidão daquele povo todo.
Um pequeno saco, de poucas latas amassadas, traduzia a dificuldade de apanhar cada uma delas. Quanto vale pra ela a lata que pra mim foi lixo? descarte? sem valor?
Quanto vale uma noite pra ela?
Quanto valeu pra mim?
Eu, em outro dia, esgotado de tanto pular e brincar...
E ela? Ainda lá, já parecia esgotada. Esgotada da vida, de viver...
Sua imagem vêm a mente com facilidade. Tão fraca, necessitada.
Imagem Materna, eis a minha dor!
O que poderia ser minha?
Poderei ser eu...
Como terminara aquele saco de latas?
Como ela terminara?
O que a ela resta?
Da vida?
Das Latas?
Lembro de em uma hora ter notado-a com prazer; Fumava...
A mão lenta levava o cigarro da cintura a boca e o movimento se repetia...
Fumaça opaca, escura, cobria e escondia por alguns segundos sua face!
Talvez mais do que sua face, Talvez mais...
Talvez aquele único momento de prazer, refletido naquela fumaça, escondesse muito mais...
Muito mais dor, muito mais vida, muito mais...
Onde ela estará no próximo carnaval?
Ao chão pelas latas?
Ao chão pelo chão?
Ao chão?
As latas?
Na fumaça?
Na escuridão?
Grande ou pequena?
viva?
viva...
Em minha mente, sempre!

segunda-feira, 7 de março de 2011

É Carnaval...

É carnaval em Salvador.
tudo começou quando nem carnaval ainda não era, pelo menos não no calendário.
Quarta de carnaval na Barra...
pois é, na expectativa de encontrar um grupo selecionado de poucas pessoas ( lindas, e não-soteropolitanas diga-se de passagem ) fomos a barra [ eu, Amanda, Antonio e Adílio ].
Selecionado coisa nenhuma. Avenida e ruas laterais estavam cheias como qualquer outro dia de carnaval. Varias Marchinhas disputavam espaço com uma multidão mista de todo e qualquer tipo de gente. colírios aos olhos de muitos, tristezas aos olhos de outros. estava dificil chegar ate o cara da cerveja. difícil também era passar de um lugar a outro. Mas fácil era se divertir com aquilo tudo. um cavalo de ginástica artística surgiu em uma calçada, de repente Daiane dos Santos, com toda sua ginga e uma pireguete na mão.
Nos despedimos da quarta na expectativa da quinta. o tao esperado bloco "Os Mascarados". nem deu pra trabalhar direito. a fantasia ja estava pronta, e todos só falavam a mesma coisa. bom, chegou. cumpriu com todas as expectativas. eleito por mim mesmo o melhor dia ate então. quantos sonhos naquela avenida. quanta realidade camuflada e disfarçada atrás daquelas mascaras. quem nunca quis ter a ingenuidade da branca de neve? ser forte como o super men? encantar como a fadinha? abra suas asas e entre nessa festa, cai na gandaia...
enfim, caimos mesmo! caimos... em meio a multidão, no calor de um abraço tão gostoso, cheio de carinho e alegria, fomos ao chão... um circulo se abre dando-nos tempo de entender como foi aquilo? mas nada que se levantar ligeiro nao resolva neh... faz parte do show.
Nem sei como cheguei em casa, sei que foi difícil. " - Vai pela a outra rua que ali tem 'blits' ", " - Acorda Jerônimo, fica acordado"... xiii, paralela engarrafada as 5 da madrugada? só ligando pro boi mesmo...
A sexta veio com um único propósito, descansar! mal dormir e ja tive que levantar pra ir trabalhar. nem sei as horas que me segurei naquele balcão de caixa. café, coca e energético nao resolvia mais. "- Quero minha camaaaaa", e foi nessa que conclui a sexta... no carnaval dos meus lençóis em meio as fantasias dos meus sonhos...
Sábadooooooo, já é folga... agora é festa e descanso até que a quarta engrata chegue!
Mais um dia de festa e alegria... Daniela, Rainha da pipoca, nos agita por horas de avenida.
quanta gente louca coladas umas as outras. por que tanta coisa daquilo só acontece mesmo no carnaval? sim... e essa é a desculpa principal: - ahh, é carnaval...! o beijo deixou de ser a dois, tornou-se a três, quatro, enfim.. quantos conseguirem se tocar. ninguém tem mais dono, e definitivamente ninguém é dono de ninguém!
pra todo lado que olho tem gringos que só falam inglês, Alemão, Francês, ou sei lá o que... mas sempre acompanhado de um "brasileirinho" que nao sabe falar nem o português correto. o que ela viu nele? a gringa tão loira e tao bonita, feliz em beijar aquele "hippie" desprovido de educação, dinheiro e até mesmo um perfuminho?
Por que o loirinho, la de cima do camarote, acha que ta ajudando, jogando a latinha pra aquela criança de 10 anos catar no chão da avenida?
Por que dentro daquela corda tem varias pessoas que eu conheço, e que sei que quando passa o carnaval vive cheio de necessidades?
enfim.. carnaval e suas loucuras nao é pra mim...
pra mim é me diverit na pipoca, andar quilômetros a pé ( tipo da fonte do boi até o farol da barra ) dançar, pular, beber, gritar, e depois voltar pra casa com a consciência tranqüila que pra estar feliz, não precisei deixar ninguém triste.
O sábado acabou ja era Domingo, dia esse que nao vi passar, pois quando acordei ja era noite. só deu tempo de tomar um bom banho e voltar pra avenida...
estava mais cheio de esperança do que de coragem, enfim, mas fui...
Desculpa se vou ofender alguém por esse comentário, mas a idéia era seguir um trio de um cara que nem conheço: Morais Moreira. sinceramente? parecia que estávamos seguindo um trio quebrado. aquele lugar tão sempre disputado e lotado, estava dando até pra dançar frevo! melhorrr, dava pra fazer quadrilha e dançar forro, néh amanda? kkkk. seguimos o trio rodopiando a dois, dois pra ca, dois pra lá... e roda lá, e roda e vem.. teve passinho romântico, teve passinho...
vamos?
vamos...
Ainda era cedo, mas já dava pra gente. vamos a pé seguir nossa maratona até o carro.
a duvida desse carnaval foi unânime, será que em dias normais aceitaríamos andar tanto?
enfim...
entre latinhas de cerveja, um tal de refrigerante "pode ser", muita agua mineral, melancia e milho cozido, mascaras e cartolas, sorrisos e alegrias, passinhos e passões, gente de bem e gente louca, feijao e sarapatel... hoje ainda é segunda, mas carnaval ja acabou pra mim. agora é DESCANSAR de verdade.. por que a quarta engrata está chegando, e com ela, a vida volta a ser o carnaval que sempre foi!